sábado, 24 de julho de 2010

Camocim em 1995













Beira-Mar, Camocim Club, Cine João Veras, Estação Ferroviária, Trapiche, Rua Senador Jaguaribe, Mercado, Balneário...Locais de minha infância no início da Década de 1960...É,... o tempo passa muito rápido.
Na sétima fotografia, a contar de cima para baixo, vemos a fotografia de uma casa na frente da qual existe uma árvore. Pois bem, nesta casa, a de número 300 da Rua Senador Jaguaribe, morei com minha família no início da Década de 1960. Nesta época recordo-me que aproximadamente às 19 horas as luzes da cidade eram desligadas. Existia um rapaz, creio que chamado Dielson, que não gostava que citassem tal fato perto dele e corria atrás das crianças quando elas falavam isto.

Reeleição de Cid Gomes


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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Construção do Bloco do Curso de Matemática da UeVA





O Bloco do Curso foi inaugurado em Setembro de 2003. Nota-se a velha Chaminé da Cidao, posteriormente derrubada.

Turmas Veteranas do Colégio Militar de Fortaleza


Turma de 1968. Clique Aqui.

Turma de 1963 - Clique Aqui.

Turma de 1962 - A Primeira Turma - Clique Aqui.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Turma José Jairo Santana(1968-1974)


Colégio Militar de Fortaleza ---------- Humanistas de 1971 ----------- De cima para baixo; da esquerda para a direita: ALOÍSIO Sérgio Novais Eleutério(332), Aldenor, Amaral, Juarez(362),Francisco José PASSOS Mota(657), Anísio(152),?, ADONIAS Melo Cordeiro(238), Daniel CAETANO de Figueiredo(230) e Paulo de MELO Machado Filho(661) ---------- Bonfim,Ossian, Aurélio,Silvio, Aloysio Vasconcelos(695), Adolfo,Marques, Rui e Álvaro(241) ---------- Paulo Jucá, Lira(511),Gustavo, Alfredo TURBAY Neto(641), Saraiva(627), Aniano BEZERRA(122), PAULO SÉRGIO Melo de Carvalho(126), Costa Lima(382) e ADEMAR Gondim Vasconcelos(626).
Foto no Site da Turma Jairo Santana

Homenagem Ao General Carvalho





Paulo Sérgio Melo de Carvalho, companheiro de Turma do Colégio Militar de Fortaleza(1970/1971), atualmente General-de-Brigada, Comandante da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada(Natal).

Cid Gomes Ganharia no Primeiro Turno Diz Pesquisa Datafolha


A primeira pesquisa realizada pelo Datafolha após a oficialização das candidaturas ao Governo do Ceará mostra o governador Cid Gomes (PSB) liderando a disputa com 47% das intenções de voto, vinte e um pontos à frente do ex-governador Lúcio Alcântara (PR), que atinge 26% das preferências. Vêm a seguir o deputado estadual, Marcos Cals, do PSDB, com 7% das intenções de voto, e Gonzaga do PSTU, com 2%. Soraya Tupinambá, do PSOL, atinge 1%. Marcelo Silva (PV) e Nati (PCB) foram citados mas não atingiram 1% das menções. Os que votariam em branco ou anulariam o voto ao governo, caso a eleição fosse hoje, totalizam 4%. 13% dos entrevistados não souberam escolher nenhum dos nomes apresentados.
Foram ouvidos 912 eleitores do estado do Ceará, com 16 anos ou mais, nos dias 14 e 15 de julho de 2010. A margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

RESULTADOS DO DATAFOLHA
Resposta estimulada
Cid Gomes (PSB) – 47%
Lúcio Alcântara (PR) – 26%
Marcos Cals (PSDB) – 7%
Gonzaga (PSTU) - 2%
Soraia Tupinambá (Psol) – 1%
Em branco/Nulo/Nenhum – 4%
Não Sabe – 13%

PS - Os candidatos Marcelo Silva (PV) e Nati (PCB) foram mencionados, mas não atingiram 1% das intenções.

Fontes : Jornal O Povo e Blog Sobral em Revista, do Amigo Rubens Lima

18 de Julho de 2010... 55 Ponto Zero
























Daniel, Vera, Frieda, Caetano Neto,Aurélio Ponte Filho,Índio e Moacyr Saboya.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Camocim em 1930!


Raríssima foto que mostra o litoral da cidade de Camocim em 1930. Recentemente o jornal Diário do Nordeste publicou a fotografia e esta pode ser encontrada, também, nos dois bons Blogs de Camocim:

http://carlosaugustohistoria.blogspot.com/

http://camocimonline.blogspot.com/

domingo, 18 de julho de 2010

Coordenação de Matemática da U.V.A.


Assim era a mesa do Coordenador do Curso de Matemática da U.V.A. por volta do ano de 2003. Menos luxo, mais trabalho....

A Bíblia On Line


O Livro Mais Precioso. Para acessá-lo clique aqui.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

Dunga e o Gerente Pinoquiano




Pois é....tem gente prá tudo. O Sr. Dunga criou um time de acordo com a sua capacidade: um time de incompetentes,pusilânimes, medrosos, prepotentes e covardes, que, na hora "agá", mostrou-se totalmente despreparado para defender a camisa verde-amarela que vestia.
Camisa Verde-Amarela esta,diga-se de passagem, de gloriosas tradições.Vitoriosa em1958,1962,1970,1994 e 2002.
Um time não pode ser sempre Campeão, isto é verdade; o que não poderia ter ocorrido é o Time do Brasil ter perdido como perdeu para a Holanda. Faltou sangue nas veias, faltou coragem, faltou ousadia. Que perdesse, tudo bem...mas que perdesse de pé, honrando a Camisa das Cinco Estrelas.
O Dunga lembra-me muito um Gerente de Curso que conheci no Rio de Janeiro, séculos atrás, na época da Serra dos Cocos, e que mentia mais do que o Pinóquio.
Este Gerentezinho formou um grupelho, a exemplo do que o Dunga fez, baseado na incompetência e em troca de favores e conseguiu, com isto, acabar com o Curso de Estória que dirigia. O Curso tirou uma das piores notas no Eunadi, uma prova realizada pelo Ministério Imperial de Educação, que à época avaliava os Cursos no Brasil Império, e o Gerente dizia que tinha sido um bom, um excelente resultado; num determinado Concurso promovido pela Província para Professores de Estória, os Professores do Curso tiraram péssimas notas(conseguiram ser piores que os alunos...) e o Gerente continuava, teimosamente, a dizer que o Curso ia bem.... O Curso que o Gerente dirigia, nas reuniões que promovia, parecia mais um campo de batalha, tal a desunião existente no grupelho. Mesmo assim o Gerente continuava a dizer que dirigia um Curso coeso e unido. Neste Curso todos eram obrigados a balançar a cabeça, qual calangros, e concordar com a Nova Ordem imposta pelo pequeno tirano. Hitler, muito mais tarde, séculos depois, seguiria o exemplo do Tiranozinho Brasiliensis e tentaria impor citada Nova Ordem ao Mundo, ocasionando, com isto, cinquenta milhões de mortes.
O Gerente era um cara que olhava para tudo, menos para o próprio nariz Pinoquiano, que a cada mentira crescia mais. Era detalhista ao extremo. Na realidade, não passava de um incompetente e grande mentiroso, a exemplo de Dunga, o pretensioso treinador.
Depois de algum tempo, certo dia,como era de se esperar,... o Curso, qual navio, naufragou, a exemplo da medíocre seleção Dunguista(ou Dunguiana? ou Niltoniana?). Newtoniana é que não foi, certamente... Newton, o Isaac, foi um grande Físico e Matemático. Continuando, o Curso foi ao fundo do poço...O pior de tudo é que nem a bandeirinha de Comando deu mais para ver. O Curso sossobrou...
Voltando a esta postagem, basta lermos as incoerentes e inaceitáveis opiniões de Dunga, acima colocadas, para concluirmos, facilmente, que trata-se de um grandissíssimo mentiroso.
Entre uma das excentricidades cometidas por Dunga, este proibiu os jogadores de verem suas mulheres durante a Copa. Os jogadores, é lógico. Ele e seu fiel e subserviente Vice-Gerente, Jorginho, puderam levar as suas para as respectivas camas, é claro... A tradicional Política dos "Dois pesos, duas Medidas". Em outras palavras: "o que é bom para mim, certamente não será para você". Portanto, abstenha-se de mulheres, elas são reimosas e fazem mal a saúde. Adverte o Ministério da Saúde.Quanta hipocrisia...Também no Time de Dunga era proibido discordar da opinião do aspirante a Treinador. Ninguém podia discordar do reizinho Dunga, sob pena de sair do time. Formou, com isto, um time de subservientes e despersonalizados e, tal fato, repercutiria no jogo com a Holanda,quando precisávamos de homens para jogar a partida.
É isto aí...Qualquer semelhança entre o Dunga atual e o Gerente do Curso de Estória, que vivia hipervalorizando a Mentira, não terá sido mera coincidência.
Os incapazes, assim como os psicóticos, jamais conseguem aquilatar os reais danos que causam a outras pessoas por causa de seu modus operandi. Eles vivem em um mundo próprio onde tudo deve girar em torno deles. Inconsequentes,carentes e inseguros, passam pela vida sem saber vivê-la... Covardes, jamais sobem um morro por terem medo; e, por causa disto, deixam de ver as lindas paisagens existentes e que apenas aqueles que sobem os morros da vida podem desfrutar; totalmente temerosos da dor, desconhecem que esta, a exemplo do prazer, são inerentes à própria vida. Desconhecem que só não sofrem no Mundo aqueles que já se foram...E ninguém quer ir para lá. Mas irá, um dia, com toda a certeza.
Goebbels, o fiel escudeiro de Hitler, já dizia que "uma mentira, se dita mil vezes, pode ser comparada a uma verdade".
Particularmente, o autor deste Blog discorda peremptoriamente da afirmativa acima.
Torquemada,o Grande Inquisidor,o Inquisitor Generalis, séculos antes, já trucidara milhares de inocentes por não pensarem como ele queria. No mundo de hoje ainda existem, infelizmente, muitos outros Torquemadas.
Este seria a meu ver, o real problema do mundo. Existem muitos Torquemadas para apenas um Jesus Cristo. Existem muitos Dungas para um João Saldanha, o memorável gaúcho, que montou uma seleção fabulosa. Saldanha montou um grande time, valente e destemido, que, apesar de Zagalo, outro medroso,qual Dunga, ter mexido no mesmo, foi campeão em 1970.E que grande campeão foi aquele time. Um time que estará sempre em nossos corações.
Encerro esta postagem citando algo que o Carioca gosta muito de falar em seu dia-a-dia, e que, por inúmeras vezes, ouvi nas mesas de bares em que bebi,no Rio, tomando Chopp (só da Brahma) ou Cervejas. Citada frase já me custou boas gargalhadas:
"Me enganem que eu gosto..."
(Esta postagem continuará depois. Se Deus quiser.)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Uma Noite Inesquecível




Em uma destas noites de Junho de 2010 encerramos a Disciplina de Cálculo II para a Turma do Curso de Química. Uma Turma Genial, a exemplo da Turma de Geometria Descritiva da Matemática e de muitas outras Turmas que eu tive a alegria de ensinar. De ensinar, não. Melhor seria dizer, humildemente: orientar. Ninguém ensina nada a ninguém. Aprendi muito, isto sim, mais uma vez, neste Semestre de 2010.1.Na foto aparecem: Diego, Hataisa, Profi. Dan, Letícia e Geovane .
"Anarquismo é Ordem"

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Família Mendes de Vasconcelos do Curato do Acaraú


Excelente Trabalho acerca da Família Saboia pode ser encontrado no Blog "Família Mendes de Vasconcelos do Curato do Acaraú" de autoria do Exmo. Sr. Desembargador Ademar Mendes Bezerra.
Para acessá-lo clique aqui.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

História Militar - O Duelo Mortal

"HISTÓRIA MILITAR
Em plena Batalha de Stalingrado o duelo mortal entre Zaitsev e Könings
Ao ser iniciada a Batalha de Stalingrado, durante a Segunda Grande Guerra- aquela que é considerada ainda hoje a maior Batalha de toda a História, travada entre alemães e russos e que durou de agosto de 1942 a fevereiro de 1943 - Stalin, sabedor da importância vital da mesma, nomeou para Comandante em Chefe da defesa da cidade um General de 42 anos de idade, chamado Vasili Chuikov, e ordenou-lhe que defendesse Stalingrado até o último homem. Ao que este lhe respondeu: "Camarada Stalin, a cidade é muito querida pelos nossos... Tudo faremos para defendê-la. Prometo que jamais abandonaremos Stalingrado : a defenderemos ou então ...pereceremos! ".
Bem , este General depois escreveu um livro interessantíssimo, que leva o nome da citada batalha. Transcrevo abaixo, nas palavras do próprio Chuikov, trechos da volumosa obra, que tive oportunidade de ler há 7 ou 8 anos atrás.
..."Os alemães, com a sua superioridade no ar, não desdobravam as suas forças com particular cuidado e mal camuflavam os ataque que preparavam contra nós. Agiam com audácia e insolência.
Os soldados alemães, ao entardecer ou durante a noite, muitas vezes gritavam:
Russos! Amanhã, tiroteio!
Nessas ocasiões sabíamos, com certeza, que no dia seguinte seríamos atacados por grandes efetivos precisamente naquela área. Os alemães, naturalmente, imaginavam que cada novo e poderoso ataque lhes traria êxito e os seus gritos tinham o óbvio propósito de causar efeito no espírito de nossos soldados.
Nos combates contra esses diabólicos rufiões elaboramos a nossa própria tática, os nossos próprios métodos. Antecipávamo-nos aos seus ataques com contra-ataques e contrapeparativos e não os deixávamos em paz, noite e dia.
....Demos particular atenção ao desenvolvimento de um movimento de franco-atiradores entre as nossas tropas. O Conselho Militar do Exército apoiou a medida. O Diário do Exército Em Defesa do Nosso País publicava, todos os dias, cifras do número de alemães mortos pelos nossos franco-atiradores e publicava fotografias daqueles que tinham a pontaria mais certeira...E ai dos boquiabertos nazistas! Centenas, milhares deles foram mortos pelos nossos "caçadores de animais de duas pernas".
....Encontrei muitos dos franco-atiradores mais conhecidos, como Vasili Zaitsev, Anatoli Tchecov e Viktor Mendvev; conversei com eles, ajudei-os tanto quanto pude e freqüentemente os consultava.
Esses soldados não se distinguiam , de maneira particular, dos demais.
...Os franco-atiradores saiam "à caça", às primeiras horas da manhã, para locais previamente selecionados e preparados, camuflavam-se cuidadosamente e esperavam, pacientemente, o aparecimento de seus alvos. Sabiam que a mais ligeira negligência ou pressa levaria a morte certa: o inimigo mantinha cuidadosa vigilância sobre os nossos atiradores. Eles gastavam poucas balas, mas todo tiro partido dêles significava morte ou ferimento para qualquer alemão colhido em seu campo de visão.
..Vasili Zaitsev fora ferido nos olhos. Um franco-atirador alemão naturalmente teve paciência de descobrir a pista do "caçador" russo que tinha cerca de 300 mortos alemães a seu crédito. Ao se recuperar, Zaitsev voltou ao serviço ativo.Todo franco-atirador famoso em regra passava adiante sua experiência, ensinava a jovens atiradores a arte de atirar. Daí que os nossos soldados costumassem dizer:
- Zaitsev treina seus coelhinhos e Mendvev os seus ursinhos. Todos eles matam alemães e não erram...(O nome Zaitsev deriva da palavra russa para coelho e Mendvev da palavra russa para urso). Viktor Mendvev foi conosco até Berlim. Matou mais alemães do que Zaitsev, seu professor.
....As atividades dos nossos franco-atiradores causavam grande intranqüilidade aos generais alemães, que decidiram voltar contra nós, também, essa habilidade militar. Isto aconteceu em setembro(de 1942). Uma noite as nossas patrulhas trouxeram um prisioneiro para fins de identificação que nos disse que o Chefe da Escola Alemã de Franco-Atiradores, Major Könings, tinha chegado de avião de Berlim e fora incumbido , antes de tudo, de matar o mais eminente dos franco- atiradores soviéticos.
.....O Comandante de Divisão, Coronel N. F. Batyuk, convocou os atiradores e lhes contou o que havia:
Penso que o super-atirador de Berlim será prêsa fácil para os nossos franco-atiradores. Estou certo, Zaitsev?
Está certo, camarada Coronel- respondeu Zaitsev.
Agora é o próprio Zaitsev quem narra o que ocorreu:
"A chegada do atirador nazista trouxe-nos uma nova tarefa: tinhamos de encontrá-lo, estudar os seus hábitos e métodos e esperar pacientemente o momento justo para um, sòmente um, certeiro tiro.
Eu conhecia o estilo dos atiradores nazista pelo seu fogo e pela sua camuflagem e podia, sem dificuldade, distinguir os experimentados dos novatos, os covardes dos tenazes e resolutos. Mas o caráter do chefe da escola era ainda um mistério para mim. Presumivelmente alterava a sua posição com freqüência e me procurava tão cuidadosamente quanto eu a ele.
Então alguma coisa aconteceu. O meu amigo Morozov foi morto e Sheykin ferido por um fuzil com mira telescópica. Eram considerados atiradores experimentados, muitas vezes tinham saído vitoriosos das mais difíceis escaramuças com o inimigo.
..Agora não havia mais dúvida. Tinham dado com o super-atirador nazista que eu procurava. Pela madrugada saí com Nikolay Kulikov para as mesmas posições que os nossos camaradas- Morozov e Sheykin- haviam ocupado na véspera. Inspecionando as posições de vanguarda do inimigo, que havíamos passado muitos dias estudando e conhecíamos bem, nada encontrei de novo. O dia estava chegando ao seu têrmo. Então, acima de uma trincheira alemã surgiu inesperadamente um capacete, movimentando-se vagarosamente ao longo dela. Deveria eu atirar? Não! Era um ardil, o capacete movimentava-se de modo irregular e presumivelmente estava sendo levado por alguém que ajudava o atirador, enquanto ele esperava que eu atirasse.
"- Onde estará escondido?" - perguntou Kulikov, quando deixamos a emboscada sob a proteção da escuridão. Pela paciência que o inimigo demonstrara conjeturei que o atirador de Berlim estava ali. Era necessário vigilância especial.
..Passou-se um segundo dia. De quem seriam os nervos mais resistentes? Quem venceria?
..O dia seguinte rompeu como sempre. ...travou-se batalha perto de nós, obuses silvavam acima de nossas cabeças, mas, colados às miras telescópicas, mantivemos o olhar dirigido para o que acontecia à nossa frente..
"- Lá está ele! Eu o indicarei para você! - disse, de repente, o instrutor político, excitado. Ele mal se elevou, literalmente por um segundo, mas sem cuidado, acima do parapeito, mas isso bastou para que o alemão o atingisse e ferisse. Esta espécie de disparo, naturalmente, só podia provir de um franco- atirador experiente.
"Durante muito tempo examinei as posições inimigas... pela velocidade com que disparara cheguei à conclusão que o atirador estava em algum ponto diretamente à nossa frente. Coloquei-me na posição do inimigo e pensei- que lugar melhor para um atirador? Sim, ele deveria estar sob uma chapa de ferro, próxima a uma pilha de tijolos quebrados, que ficava à nossa frente. Resolvi certificar-me. Pus uma luva na ponta de um pau e a elevei. O nazista caiu nessa. Abaixei, cuidadosamente o pau na mesma posição e examinei o orifício aberto pela bala. Ela a atingira diretamente, pela frente: isto significava que o nazista estava debaixo da chapa de ferro.
-Lá está o nosso atirador! Disse Nikolay Kulikov, com a sua voz calma, do seu esconderijo perto do meu.....Veio então o problema de atrair ainda que parte de sua cabeça para a minha mira. Era inútil tentar fazê-lo agora. Precisávamos de tempo. Mas eu pudera estudar o temperamento do alemão. Ele não abandonaria a boa posição que havia encontrado. Devíamos, portanto, mudar de posição.
..Trabalhamos durante a noite. Ficamos em posição pela madrugada.... A luz chegou com rapídez e ao raiar o dia a batalha que se desenvolvia vizinha a nós aumentou de intensidade. Mas nem o troar dos canhões nem a explosão de bombas e obuses, nada nos poderia distrair do trabalho que tínhamos à mão.
O Sol se elevou no céu. Kulikov deu um tiro às cegas: tínhamos de despertar a curiosidade do atirador. Havíamos decidido passar a manhã à espera, pois poderíamos ser localizados pelo reflexo do sol nas nossas miras telescópicas. Após o almoço os nossos fuzis estavam na sombra e o sol brilhava diretamente sobre a posição do alemão. Na ponta da chapa de ferro alguma coisa brilhava: um pedaço qualquer de vidro ou uma mira telescópica? Cuidadosamente, Kulikov começou, como sòmente podem fazê-lo os mais experimentados, a levantar o seu capacete. O alemão disparou. Por uma fração de segundo Kulikov se levantou e gritou. O alemão acreditou que finalmente apanhara o atirador soviético que vinha caçando há quatro dias e levantou a meio a cabeça de debaixo da chapa de ferro. Era com isto que eu contava. Fiz uma pontaria cuidadosa e atirei. A cabeça do alemão caiu para trás e a mira telescópica do seu fuzil ficou sem movimento, brilhando ao sol, até que a noite caiu...."
Agora quem conclui é Chuikov, o autor do livro: "Esta era a espécie de franco-atiradores que tínhamos no 62o Exército."
Acrescento: Stalingrado marcou a reviravolta da Segunda Guerra. Os russos a defenderam valentemente, sem medir o volume de sangue derramado. Terminou com a derrota do Sexto Exército alemão, comandado por Friedrich Von Paulus, que foi totalmente aniquilado. Dos cerca de 300.000 homens, foram feitos 100.000 prisioneiros ( o restante morrera em combate ou de doenças- de tifo e grangrena, principalmente) e, destes, apenas 5.000 estavam vivos quando findou a guerra. O pai de meu amigo Klaus, que possuiu em Sobral um bar situado na Praça do São Francisco- A Casa do Alemão- lutou na batalha e foi um dos 5.000 sobreviventes.
Ao se renderem os alemães aos russos, depois de seis meses de duríssimos combates , estes permitiram aos soldados e oficiais prisioneiros o uso de suas condecorações e espadas, o que não era permitido até então. Von Paulus, ao assinar a rendição perante o Alto Comando Soviético, depois de saudar militarmente aos seus vencedores, pegou uma taça de vinho e a ergueu, dizendo: "Aos russos, que nos venceram!" .
Daniel Caetano de Figueiredo- Professor Universitário - Engenheiro Civil"
Obs: Este Artigo foi Publicado na Imprensa Sobralense pelo Autor do Blog por volta de 2000/2001.